Músicos de rua

Atapoã Feliz

Há alguns meses eu estava na Livraria Cultura, galeria da Avenida Paulista onde funcionava o tradicional Cine Astor, quando ouvi o trinado de um clarinete. Saí para ver de onde procedia aquele som não muito agradável, pois se tratava da execução de um desses “ruídos” atuais que invadem sem cerimônia nossos ouvidos.
Aproximei- me. O músico estava sentado num caixote. Tratava-se de um senhor beirando os 50 anos, de cabelos, barba e bigode grisalhos. Terminada aquela execução, pedi-lhe que tocasse “Petite Fleur”, música de 1952, composta pelo clarinetista e saxofonista americano Sidney Brechet (1897 – 1959), quando residiu na França.
Seus olhinhos negros brilharam. Antes de iniciar, sussurrou com ar de cumplicidade: – com muito prazer!
Sua performance foi irrepreensível. Aqueles sons agradabilíssimos remeteram-me a uma época longínqua. Que saudade… A propósito, como disse Samuel Howe, “Quando se houve boa música fica-se com saudade de algo que nunca se teve e nunca se terá.”
Terminada a apresentação, antes que eu o agradecesse, ouvi surpreso: – muito obrigado por pedir essa música…
Para homenagear os artistas ou músicos de rua, cujo epíteto nada tem de depreciativo, fiz o vídeo com imagens captadas do Google. A música “Para não esquecer” foi gravada pela Orquestra de Câmara Arte em Música, em 2007, com os seguintes integrantes: Carmen Sylvia Tomasini Pernambuco Pessini , piano e arranjos; Edgar Piacentini, primeiro violino; Aramís A. Rocha, segundo violino; José Eduardo D’Almeida, viola; Lara Ziggiatti Monteiro, violoncelo; João Carlos Goehring, oboé, e André Cardoso , contrabaixo. Todos amigos de longa data…

O Aniversariante que não foi convidado

Atapoã Feliz

Sei que bem poucos terão o trabalho de acessar este post. Nesta época de festas, Natal e Ano Novo, quase todos estão envolvidos na azáfama de comprar presentes ou adquirir ingredientes para a “ceia”. Alguns, pressurosos, saem desvairadamente em busca de um shopping ainda aberto, quiçá um supermercado, para que possam comprar, de última hora, uma lembrancinha para o “chefe”. Nessa hora até charutaria serve, mesmo que o futuro sortudo não fume!

Já se disse alhures que, paradoxalmente, “Na ceia de Natal o Aniversariante não é convidado”.

O meu filho Emmanuel lembra que viu uma tirinha na qual Jesus indagava a Papai Noel: “Por que você atrapalha o meu aniversário?”. Afora a irreverência, a charge vem bem a propósito.

Há alguns dias, li a belíssima passagem “Neste Natal eu quero…”, de cujo texto sobressai o seguinte excerto:

“Houve um tempo em que me perguntava e hoje repasso a pergunta para ti, meu irmão de fé: – Jesus, o aniversariante, ficaria frustrado ou melindrado com o esquecimento de seu aniversário? Ficaria magoado com a situação?”

“Hoje, voltando os olhos da alma para as lembranças da estrada da vida, vejo o quanto precisei caminhar e em quantas pedras tropecei para entender que Jesus não tem ‘ego’ e por isso ele não fica melindrado pelo esquecimento, nem tampouco alegre com a lembrança. Quem pensa diferente é porque precisa ainda caminhar muito para entender que Jesus pensa em cada um de nós e não nele próprio.” (Irmão Savas – Mentor do Núcleo Espírita Nosso Lar).

Minhas músicas sempre foram utilizadas como trilhas para os vídeos editados neste blog. Mas hoje, por óbvio, trago a belíssima “Noite Feliz”, composição do padre Franz Xaver Gruber .

As imagens foram captadas do Google.

Teclado PSR s910 da Yamaha.

Walking in the rain

 

Atapoã Feliz

Sempre quando vejo alguém perambulando na chuva, tenho ímpetos quase que incontidos de perguntar o que ele ou ela está pensando ou por que está caminhando sem rumo justamente no momento daquela precipitação atmosférica.

Porém, jamais fiz essa pergunta.

Hoje, li o belíssimo poema “O corpo doce da chuva” do poeta Jorge Adelar Finatto, editor do blog “O Fazedor de Auroras”, o qual traz cristalinamente a resposta àquela pertinaz indagação:

“a noite passada fiquei ouvindo a chuva no telhado.

desliguei a luz, fechei o livro, afundei na poltrona do escritório, pra ficar só com o som da chuva,

nas telhas, em volta da casa, nas árvores, no verde balde cantante do jardim.

fiz silêncio para ouvir. a voz da chuva.

me levou pra bem longe.

uma chuva como da primeira vez que choveu no mundo.

a chuva que alguém sentiu na pele há 6 mil anos num jardim perdido.

o som da chuva é música ancestral do mundo, a canção principial.

a chuva espalhou-se em mim e me arrastou pra longe do que eu sou, chuva boa de fugir nela.

imemorial e materna, colo pra dormir.

fiz silêncio até me sentir parte da chuva, até me diluir no seu ventre, no seu corpo doce e molhado,

até me esquecer.”

As imagens foram captadas do Google.

Espero que a trilha musical, feita exclusivamente para o blog, seja também “boa de fugir nela”…

O Sapateado do Verdão (atualizado)

Atapoã Feliz

Eu não me lembro desde quando sou palmeirense. Parece algo inato.

Segundo consta, “Nenhum clube brasileiro colecionou tantas glórias e ostenta uma história tão vitoriosa quanto o Palmeiras. Tais conquistas, desde estaduais a internacionais, renderam ao Verdão, fundado em 1914, a alcunha de “Campeão do Século 20″, conforme ranking elaborado por órgãos de imprensa e instituições de respeito, como a Federação Paulista de Futebol, o Estado de São Paulo, a Folha de São Paulo e a Revista Placar.”

De acordo, ainda, com os arquivos do Departamento de História da Sociedade Esportiva Palmeiras, “Entre as épocas mais vencedoras da equipe estão as duas Academias (uma na década de 60 e outra nos anos 70) e a chamada Era Parmalat (na década de 90). Maior detentor de títulos nacionais (oito Brasileiros, duas Copas do Brasil e uma Copa dos Campeões), o Palmeiras foi também o primeiro campeão mundial interclubes da história do futebol, ao conquistar, em 1951, a Copa Rio, quando, inclusive, completou as Cinco Coroas – cinco troféus seguidos em um período de um ano: duas Taças Cidade de São Paulo, um Paulista, um Rio-São Paulo e a própria Copa Rio.”(www.palmeiras.com.br).

Além disso, jamais haverá, em tempo algum, uma dupla de meio de campo tão célebre quanto Dudu & Ademir da Guia. Dentre seus torcedores mais ilustres destaca-se o ídolo Roberto Carlos.

Como se sabe a razão de ser deste blog é a Música, mas eu não poderia deixar de homenagear o Palmeiras que, após sofrer agruras que não cabe aqui comentar, ressurge soberbo com toda a sua pujança, conquistando este ano de 2015 o tricampeonato da Copa do Brasil, sob a batuta do competente técnico mineiro Marcelo de Oliveira, num jogo dramático e emocionante com o aguerrido Santos Futebol Clube.

Ontem, antes do jogo, assisti “São Marcos”, belíssimo documentário que narra a trajetória do camisa 12 no Verdão e na Seleção Brasileira. Dirigido por Thiago Di Fiore, Adolfo Rosenthal e Fábio Di Fiore, o filme, dentre outras coisas, narra desde a infância do jogador em Oriente (SP), suas primeiras defesas em Lençóis Paulista (SP); o primeiro jogo com a camisa do Palmeiras, em 1992,e a conquista da Libertadores de 1999 e a Copa do Mundo de 2002, com a Seleção Brasileira.

O Palmeiras sempre teve ótimos goleiros, e com o jogo de ontem não tenho nenhuma dúvida que desponta um novo santo: o São Prass. Nessa partida, Fernando Prass teve uma atuação irrepreensível. Considerando que para a final não valeu a regra do gol qualificado, e tendo em vista que no primeiro jogo o Santos venceu por 1 a 0 na Vila Belmiro, e no Allianz Parque o Palmeiras venceu por 2 a 1 (gols de Dudu e Ricardo de Oliveira), a Copa do Brasil foi disputada nos pênaltis. São Prass pegou um pênalti, cobrou outro e converteu. Com isso o Verdão conquistou o tricampeonato!

Por toda essa glória, o Palmeiras hoje é imitado por muitos. A propósito, já se disse que a imitação é uma lisonja qualificada.

Para demonstração de regozijo nada mais indicado do que o sapateado. Segundo os entendidos o sapateado é “uma dança de palco, em que padrões rítmicos são marcados batendo-se no assoalho com os dedos dos pés e os calcanhares, os pés devidamente calçados com sapatos dotados de placas metálicas (ou ‘taps’, daí o nome inglês ‘tap dance’).” (Dicionário Grove de Música, Jorge Zahar Editor).

Com o teclado Yamaha PSR-S910 surgiu “Sapateado do Verdão”, em homenagem ao grande campeão de todos os tempos.
As ilustrações vêm assinadas pelo talentoso artista Alexandre Leoni, que idealizou o periquito sapateando no seu palco predileto: O Allianz Parque.
O vídeo foi editado por Daniella Fernanda.

O Ether

Atapoã Feliz

Não tenho nenhuma formação científica para discorrer sobre o Éter ou Ether físico. Confesso que tentei ler alguma coisa a respeito e cheguei à conclusão de que houve pura perda de tempo dos “entendidos” quanto às intermináveis discussões sobre a existência ou não do éter.

A propósito, três séculos antes de Cristo, Aristóteles já dizia que “A natureza tem horror ao vácuo”. E hoje, continua tendo! Visto que não é possível obter o vácuo absoluto. Nota-se que a problemática do vácuo absoluto está jungida à discussão em torno do éter…

Dèscartes concebia o éter como uma substância que preenchia todos os espaços.

Segundo consta, na Teoria da Relatividade Especial, Einstein ignorou o conceito de Éter. Já na Relatividade Geral o admitiu. Tanto que numa conferência na Holanda, em 1920, registrou que “De acordo com a teoria da relatividade geral, um espaço sem éter é impensável; porque em um espaço assim não haveria propagação da luz, nem possibilidade de padrões de espaço e de tempo (réguas e relógios), nem intervalos de espaçotempo, no sentido físico”. (Éter e teoria da relatividade).

Já os céticos, numa afirmação anticientífica, dizem que “não foi encontrada evidência experimental de sua existência.” Ora, façam-me o favor!

O gênio Nikola Tesla, inventor do gerador de corrente alternada, dizia que não só a literatura como todos os que tentam explicar o funcionamento do universo sem a existência do éter são fúteis e estão destinados ao esquecimento.

Finalmente, a Sabedoria Antiga registra que “Esotericamente, Akasha é o Espaço Divino, e só no último e mais baixo dos planos, ou seja, em nosso Universo visível ou na Terra, é que se converte em Éter.” (H.P.B. Doutrina Secreta, Vol.VI, p.137, ed.1998. Pensamento).

Poeticamente falando, Éter são os espaços celestes. E é nesse sentido que lhes apresento algumas imagens de Nebulosas e Galáxias captadas do Google, com uma trilha musical composta com o auxílio do teclado Tyros5 da Yamaha.

Comecei e termino o texto com Aristóteles, para quem “A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição.”

Ballet Romântico

 Atapoã Feliz

Fazendo uma incursão no estilo “Movie&Show” do teclado Tyros 5 da Yamaha, deparei-me com “RomanticBallet”. Aleatoriamente toquei um acorde. Com introdução e acompanhamento do teclado, fiz a melodia “Ensaio II – Ballet Romântico”. Depois, fui pesquisar o verbete Ballet Romântico e encontrei “Giselle”: argumento de Jules Henry Vernoy De Saint-Georges, Théophile Gautier e Jean Coralli , inspirado em uma balada de Heinrich Heine; coreografia de Jean Coralli e Jules Perrot; música de Adolphe Adam. Segundo, ainda, a Grande Enciclopédia Larousse Cultural, “Giselle” estreou na Ópera de Paris em 1841.

Não satisfeito, ainda, com a pesquisa, localizei no You Tube o vídeo “Giselle”, com Roberto Bolle e Svetlana Zakharova. Produção de Raitre Raitrade, com a duração de 1 hora e 45 minutos . A peça é magistral. A música, então, é maravilhosa!

Confesso que após ouvir a música de Adolphe Adam, hesitei muito em apresentar a nossa “trilha”. Contudo, não vou deixá-la armazenada só por causa de uma eventual crítica.

Conforme esclarecido alhures, a razão de ser deste blog é a Música, de sorte que, com referência à história do Ballet Romântico, deixo aos entendidos a sua narrativa.

Com imagens referentes à “Giselle”, captadas do Google, apresento “Ensaio II- Ballet Romântico”, sem finalidades lucrativas.

Músicos do período barroco

Atapoã Feliz

Ontem assisti no You Tube A Paixão Segundo São Mateus, oratório de Johann Sebastian Bach , com a duração de 2 horas e 43 minutos, e regência do belga Philipp Herreweghe. Este maestro, de 68 anos, tornou-se mundialmente conhecido principalmente como regente das obras de Bach. Fato bastante interessante é que alguns músicos usaram instrumentos da época barroca. Fiquei admirado com a vitalidade do maestro, por ficar de pé regendo a orquestra por quase 3 horas! Confesso que, às vésperas de completar 71 anos, assisti a obra-prima deitado…

Na monumental obra “História da Música Ocidental”, Donald J. Grout e Claude V.Palisca registram que raramente utilizam o termo barroco para designação de um estilo, pois esse período (1600 a 1750)”abarcou uma diversidade de estilos demasiado grande para poder ser englobado num único termo.” Mais adiante, após advertirem que os termos genéricos “barroco”, “gótico” e “romântico” são susceptíveis de gerar alguns equívocos, rematam: “Assim, ‘barroco’ que tem origem na designação que em português se dava às pérolas de forma irregular, foi durante muito tempo usado no sentido pejorativo de ‘anormal’, ‘bizarro’, ‘exagerado’, ‘de mau gosto’ ‘grotesco’; o termo ainda hoje é assim definido nos dicionários e evoca para muita gente, pelo menos, uma parte destas conotações. E, todavia, a música escrita entre 1600 e 1750 não é, no seu conjunto, mais anormal, fantástica ou grotesca do que a de qualquer outro período.” (Editora Gradiva, ed.2007, p.308).

Hoje, com imagens captadas do Google, apresento a galeria de músicos do período barroco, na ordem cronológica de seus nascimentos. A ausência de alguns compositores da época se deve à falta de material. Registro, ainda, que por equívoco, o nome de Johann Joaquim Quantz foi digitado com “n”.
Para um estudo bem mais aprofundado, recomendo a obra acima citada.
Quanto à trilha musical, composta com exclusividade para o blog, fizemos um pequeno ensaio com o auxílio do formidável teclado Tyros 5 da Yamaha.

Étoiles

Atapoã Feliz

Quem sempre morou nas grandes cidades muito iluminadas, poluídas, e nunca viajou para o interior, não perde tempo em olhar para cima, mesmo porque não dá para ver nada!

Quando era jovem e morava na roça, lembro-me que contemplava, por horas, aquela imensidão de beleza indescritível: A Abóbada Celeste.

É verdade que não se pode descrever isso com palavras.

A poetisa Anne Caroline, bem observa:

“É estranho olhar as estrelas e
não poder tocá-las…
É triste ver a lua e não poder
expressar o que sentimos…
Usar palavras para expressar
um sentimento é muita ousadia,
sabendo-se que sentimento não
se diz… Se sente.
Sabe-se que não é o coração que
guarda os sentimentos, mas sim a
alma…”

Recentemente, inspirado nas imagens que trago hoje, captadas do Google, fiz “Étoiles”. Surpresa! Podemos descrever por meio da música, o que sentimos quando contemplamos um céu generosamente estrelado.

Registro o crédito do fotógrafo Vítor Fernandes que retratou, numa tomada,  o céu do Parque Estadual do Ibitipoca , localizado no município de Lima Duarte, no estado de Minas Gerais,

Para encerrar, deixo aqui as palavras de Bob Marley:

“Uma das coisas mais belas da vida é olhar para o céu, contemplar uma estrela e imaginar que muito distante existe alguém olhando para o mesmo céu, contemplando a mesma estrela e murmurando baixinho: ‘Que Saudade’.”

Sapateado do Verdão

Atapoã Feliz

Eu não me lembro desde quando sou palmeirense. Parece algo inato.

Segundo consta, “Nenhum clube brasileiro colecionou tantas glórias e ostenta uma história tão vitoriosa quanto o Palmeiras. Tais conquistas, desde estaduais a internacionais, renderam ao Verdão, fundado em 1914, a alcunha de “Campeão do Século 20″, conforme ranking elaborado por órgãos de imprensa e instituições de respeito, como a Federação Paulista de Futebol, o Estado de São Paulo, a Folha de São Paulo e a Revista Placar.”

De acordo, ainda, com os arquivos do Departamento de História da Sociedade Esportiva Palmeiras, “Entre as épocas mais vencedoras da equipe estão as duas Academias (uma na década de 60 e outra nos anos 70) e a chamada Era Parmalat (na década de 90). Maior detentor de títulos nacionais (oito Brasileiros, duas Copas do Brasil e uma Copa dos Campeões), o Palmeiras foi também o primeiro campeão mundial interclubes da história do futebol, ao conquistar, em 1951, a Copa Rio, quando, inclusive, completou as Cinco Coroas – cinco troféus seguidos em um período de um ano: duas Taças Cidade de São Paulo, um Paulista, um Rio-São Paulo e a própria Copa Rio.”(www.palmeiras.com.br).

Além disso, jamais haverá, em tempo algum, uma dupla de meio de campo tão célebre quanto Dudu & Ademir da Guia. Dentre seus torcedores mais ilustres destaca-se o ídolo Roberto Carlos.

Como se sabe a razão de ser deste blog é a Música, mas eu não poderia deixar de homenagear o Palmeiras que, após sofrer agruras que não cabe aqui comentar, ressurge soberbo com toda a sua pujança. Por isso hoje é imitado por muitos. A propósito, já se disse que a imitação é uma lisonja qualificada.

Perguntava-me que estilo deveria usar na música que iria compor. Lembrei-me, então, que para demonstração de regozijo nada mais indicado do que o sapateado. Segundo os entendidos o sapateado é “uma dança de palco, em que padrões rítmicos são marcados batendo-se no assoalho com os dedos dos pés e os calcanhares, os pés devidamente calçados com sapatos dotados de placas metálicas (ou ‘taps’, daí o nome inglês ‘tap dance’).” (Dicionário Grove de Música, Jorge Zahar Editor).

Com o teclado Yamaha PSR-S910 surgiu “Sapateado do Verdão”, em homenagem ao grande campeão de todos os tempos.

As ilustrações vêm assinadas pelo talentoso artista Alexandre Leoni, que idealizou o periquito sapateando no seu palco predileto: O Allianz Parque.

O vídeo foi editado por Daniella Fernanda.

As Sequóias

Atapoã Feliz

De vez em quando ouvia alguém dizer que as sequóias eram árvores gigantescas, algumas milenares. A partir daí comecei a admirá-las. Pensava, inclusive, quantas histórias elas poderiam contar se pudessem falar. Com isso surgiu a ideia de compor uma sonata em sua homenagem.
Com o advento da Internet, pude constatar a grandiosidade e magnitude das sequóias. Fiquei sabendo que a mais alta do mundo é a “Hyperion”, com 115 metros de altura, localizada no Parque National Redwood, ao norte de São Francisco na Califórnia, e que a mais antiga e volumosa é a árvore “General Sherman” com 84 metros de altura, 7,7 metros de diâmetro e 2.700 anos de idade, que se encontra também na Califórnia.
Evidentemente isso é apenas exemplificativo, porquanto pode haver uma ou outra maior e mais antiga.
Há pessoas que plantam árvores e há outras que as cortam. Segundo um provérbio árabe, a árvore quando está sendo cortada observa, com tristeza, que o cabo do machado é de madeira. Já Tom Jobim dizia que “Quando uma árvore é cortada ela renasce em outro lugar. Quando eu morrer quero ir para esse lugar, onde as árvores vivem em paz.”
Para encerrar esta parte, antes de cortar uma árvore pense o quanto ela é dadivosa e que não prova a doçura dos próprios frutos nem se delicia com a própria sombra…
A composição “As Sequóias” foi gravada na primavera de 2007 pela Orquestra de Câmara Arte em Música, com os seguintes integrantes: Carmen Sylvia Tomasini Pernambuco Pessini – Piano e Arranjo; Edgar Piacentini – 1º Violino; Aramis A. Rocha – 2º Violino; Lara Ziggiatti Monteiro – Violoncello; José Eduardo D’Almeida – Viola; André Cardoso – Contrabaixo. Participação Especial: Anderson Eduardo Oliveira Bicudo – Trompete; João Carlos Goehring – Oboé, e Joel Dionísio de Carvalho – Trompa.
A edição do vídeo ficou a cargo de Mário Souza Fernandes.