Romero

 

Atapoã Feliz

E aí Romerinho? Se você ainda estivesse aqui completaria hoje 70 anos, visto que nasceu no dia 7 de novembro de 1948. Pesquisei e descobri que aquele dia caíra num domingo! Será que aí reside a causa da sua vivacidade de imaginação para brincadeiras que todos conhecemos?
Ah, meu amigo, você nos pregou uma peça. Privou-nos de chamá-lo de septuagenário! Nos parâmetros de hoje, partiu ainda jovem…

Certa vez, aqui mesmo neste Blog, referindo-se a mim, você fez uma diferença entre velho e idoso:
“Atapoã não faz música: ele cria um som para as coisas e seres. Fez assim com as sequoias, os ipês, o malabarista de rua, o casal invisível de Um Certo Café, os pequeninos de Casa de Sapo, etc. E põe etc. nisto. Seu epíteto deveria ser o Compositor da Natureza (animal, vegetal, mineral).Quem não se lembra de Ametista e outras que tais? Mas, isto seria pouco, pois o limitaria. Deixemos que ele seja o que é: um ser infindo na criatividade, sem peias, amarras, estilo (ele tem todos), sem forma (ser formatado é o que ele menos deveria querer), enfim, o velho (não idoso, pois isto é invenção de cretino para ser atendido prioritariamente em supermercado e depois ficar o resto do dia como um reles rabugento com um controle remoto na mão) Atapoã que nos surpreende sempre com o seu talento. Romero.”

Você, por diversas vezes, escreveu ou falou sobre minhas composições, principalmente aquelas com nomes de plantas: Sequoias, Ipês, Acácias, Lótus, Sândalo etc. Então, em sua homenagem, trago esse vídeo com a trilha sonora “Alfazema”, música que fiz no início da minha jornada de compositor. Os arranjos são do Maestro Orion. A flauta é da Niágara.

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