Nuvens

Atapoã Feliz

Mas o que dizer das nuvens?

Que as nuvens altas são sempre antecedidas do prefixo “cirro” porque apresentam sempre um aspecto tênue e fibroso? Que as que são capazes de produzir precipitação identificam-se com o termo “nimbo”? Claro que não! Primeiro porque este não é o sítio adequado; segundo porque devemos deixar esse encargo aos entendidos.

O grande poeta e dramaturgo espanhol Federico Garcia Lorca, instado a falar sobre composições poéticas, saiu-se com esta: – “Mas o que vou dizer da Poesia? O que vou dizer destas nuvens, deste céu? Olhar, olhar, olhá-las, olhá-lo, e nada mais. Compreenderás que um poeta não pode dizer nada da poesia. Isso fica para os críticos e professores. Mas nem tu, nem eu, nem poeta algum sabemos o que é a poesia.”

O meu amigo Jorge Adelar Finatto, escritor, poeta e fotógrafo de singular sensibilidade, diz que “A observação das aves e das nuvens é uma das atividades que mais me cativam.” (Blog “O Fazedor de Auroras”).
Aliás, Jorge está expondo alguns de seus trabalhos no charmoso Café do Porto (Rua Padre Chagas, 293, bairro Moinhos de Vento, Porto Alegre, RS). O vernissage foi dia 12 deste mês de janeiro. A exposição vai até o dia 02 de fevereiro do corrente ano. Este blog recomenda.

Ainda sobre nuvens e poetas, Charles Baudelaire disse que “O poeta é como o príncipe das nuvens. As suas asas de gigante não o deixam caminhar.”

As belíssimas imagens das nuvens foram captadas do Google. A pequena trilha musical foi feita ontem, com exclusividade para o blog, com o teclado Tyros5 da Yamaha.
Finalmente, agradecemos ao indefectível pessoal do You Tube.

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