Arquivo mensais:novembro 2015

O Ether

Atapoã Feliz

Não tenho nenhuma formação científica para discorrer sobre o Éter ou Ether físico. Confesso que tentei ler alguma coisa a respeito e cheguei à conclusão de que houve pura perda de tempo dos “entendidos” quanto às intermináveis discussões sobre a existência ou não do éter.

A propósito, três séculos antes de Cristo, Aristóteles já dizia que “A natureza tem horror ao vácuo”. E hoje, continua tendo! Visto que não é possível obter o vácuo absoluto. Nota-se que a problemática do vácuo absoluto está jungida à discussão em torno do éter…

Dèscartes concebia o éter como uma substância que preenchia todos os espaços.

Segundo consta, na Teoria da Relatividade Especial, Einstein ignorou o conceito de Éter. Já na Relatividade Geral o admitiu. Tanto que numa conferência na Holanda, em 1920, registrou que “De acordo com a teoria da relatividade geral, um espaço sem éter é impensável; porque em um espaço assim não haveria propagação da luz, nem possibilidade de padrões de espaço e de tempo (réguas e relógios), nem intervalos de espaçotempo, no sentido físico”. (Éter e teoria da relatividade).

Já os céticos, numa afirmação anticientífica, dizem que “não foi encontrada evidência experimental de sua existência.” Ora, façam-me o favor!

O gênio Nikola Tesla, inventor do gerador de corrente alternada, dizia que não só a literatura como todos os que tentam explicar o funcionamento do universo sem a existência do éter são fúteis e estão destinados ao esquecimento.

Finalmente, a Sabedoria Antiga registra que “Esotericamente, Akasha é o Espaço Divino, e só no último e mais baixo dos planos, ou seja, em nosso Universo visível ou na Terra, é que se converte em Éter.” (H.P.B. Doutrina Secreta, Vol.VI, p.137, ed.1998. Pensamento).

Poeticamente falando, Éter são os espaços celestes. E é nesse sentido que lhes apresento algumas imagens de Nebulosas e Galáxias captadas do Google, com uma trilha musical composta com o auxílio do teclado Tyros5 da Yamaha.

Comecei e termino o texto com Aristóteles, para quem “A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição.”

Ballet Romântico

 Atapoã Feliz

Fazendo uma incursão no estilo “Movie&Show” do teclado Tyros 5 da Yamaha, deparei-me com “RomanticBallet”. Aleatoriamente toquei um acorde. Com introdução e acompanhamento do teclado, fiz a melodia “Ensaio II – Ballet Romântico”. Depois, fui pesquisar o verbete Ballet Romântico e encontrei “Giselle”: argumento de Jules Henry Vernoy De Saint-Georges, Théophile Gautier e Jean Coralli , inspirado em uma balada de Heinrich Heine; coreografia de Jean Coralli e Jules Perrot; música de Adolphe Adam. Segundo, ainda, a Grande Enciclopédia Larousse Cultural, “Giselle” estreou na Ópera de Paris em 1841.

Não satisfeito, ainda, com a pesquisa, localizei no You Tube o vídeo “Giselle”, com Roberto Bolle e Svetlana Zakharova. Produção de Raitre Raitrade, com a duração de 1 hora e 45 minutos . A peça é magistral. A música, então, é maravilhosa!

Confesso que após ouvir a música de Adolphe Adam, hesitei muito em apresentar a nossa “trilha”. Contudo, não vou deixá-la armazenada só por causa de uma eventual crítica.

Conforme esclarecido alhures, a razão de ser deste blog é a Música, de sorte que, com referência à história do Ballet Romântico, deixo aos entendidos a sua narrativa.

Com imagens referentes à “Giselle”, captadas do Google, apresento “Ensaio II- Ballet Romântico”, sem finalidades lucrativas.

Músicos do período barroco

Atapoã Feliz

Ontem assisti no You Tube A Paixão Segundo São Mateus, oratório de Johann Sebastian Bach , com a duração de 2 horas e 43 minutos, e regência do belga Philipp Herreweghe. Este maestro, de 68 anos, tornou-se mundialmente conhecido principalmente como regente das obras de Bach. Fato bastante interessante é que alguns músicos usaram instrumentos da época barroca. Fiquei admirado com a vitalidade do maestro, por ficar de pé regendo a orquestra por quase 3 horas! Confesso que, às vésperas de completar 71 anos, assisti a obra-prima deitado…

Na monumental obra “História da Música Ocidental”, Donald J. Grout e Claude V.Palisca registram que raramente utilizam o termo barroco para designação de um estilo, pois esse período (1600 a 1750)”abarcou uma diversidade de estilos demasiado grande para poder ser englobado num único termo.” Mais adiante, após advertirem que os termos genéricos “barroco”, “gótico” e “romântico” são susceptíveis de gerar alguns equívocos, rematam: “Assim, ‘barroco’ que tem origem na designação que em português se dava às pérolas de forma irregular, foi durante muito tempo usado no sentido pejorativo de ‘anormal’, ‘bizarro’, ‘exagerado’, ‘de mau gosto’ ‘grotesco’; o termo ainda hoje é assim definido nos dicionários e evoca para muita gente, pelo menos, uma parte destas conotações. E, todavia, a música escrita entre 1600 e 1750 não é, no seu conjunto, mais anormal, fantástica ou grotesca do que a de qualquer outro período.” (Editora Gradiva, ed.2007, p.308).

Hoje, com imagens captadas do Google, apresento a galeria de músicos do período barroco, na ordem cronológica de seus nascimentos. A ausência de alguns compositores da época se deve à falta de material. Registro, ainda, que por equívoco, o nome de Johann Joaquim Quantz foi digitado com “n”.
Para um estudo bem mais aprofundado, recomendo a obra acima citada.
Quanto à trilha musical, composta com exclusividade para o blog, fizemos um pequeno ensaio com o auxílio do formidável teclado Tyros 5 da Yamaha.